Eu conheci a Associação Maria Helen por intermédio de meu pai, Diniz Fracaro, que há muito tempo atua como diretor voluntário. Tendo total confiança na sua honestidade, pude me tranquilizar quanto à seriedade da associação tanto em relação ao trabalho realizado com as crianças e como em relação à administração da entidade, suas despesas e recursos. São tantos escândalos de desvios de verbas em ONGs e outras entidades que eu estava insegura de contribuir com algum projeto desconhecido.

Também fiquei sabendo que uma criança no sistema público da Fundação Casa, onde nem sempre há o melhor ambiente ou atendimento, custa muito mais que uma criança cuidada com carinho pela AMHD – onde elas tem uma casa para morar, uma família para chamar de sua, irmãos, assistência médica, reforço escolar, cursos diversos e atividades culturais.

O fato das casas serem estruturadas num esquema familiar e não de atacado, como em algumas creches, é de suma importância para as crianças resgatarem o sentimento de união e cooperação.

O meu envolvimento é mais no sentido de ajudar a angariar os recursos necessários à manutenção da estrutura usando minha rede de contatos, além de doações mensais.

Dessa forma, foi possível colocar a AMHD dentro do programa da Fundação Cargil – dirigido por minha amiga Denise Cantarelli - que tem estado muito presente com sua equipe criando várias atividades, entre elas um grupo de teatro que apresentou uma peça ano passado no Teatro Vivo e já está preparando outro projeto para o segundo semestre desse ano.

Também ajudei na divulgação da festa beneficiente “Quem Dança Ajuda Criança” no ano passado. E também na divulgação da contribução através do cartão de crédito – que reduz custos de emissão de boletos e correio e facilita a vida das pessoas interessadas em ajudar.

Esse carinho pela associação acaba contaminando todas as pessoas que a gente conhece, até mesmo dentro de casa. A minha filha Maria Clara, de seis anos, resolveu ajudar as crianças de uma forma muito simples – primeiro, doando a sua mesada e, em seguida, vendendo violetas – isso porque ela também quer deixar o mundo mais verde. A receita das violetas foi suficiente para cobrir o custo de uma barraca de salgadinhos da festa junina deste ano. E ainda temos encomendas de mais flores. E cada violeta é entregue com o folheto e a história da associação em detalhes. Assim a inspiração vai se espalhando e gerando novos projetos.


Denise Fracaro